9 de ago. de 2008

Gestantes Acompanhadas pelo AdoleScER

O grupo de gestantes aconteceu neste primeiro semestre de 2008 na comunidade da Ilha de Santa Terezinha, em Santo Amaro. Este trabalho é voltado para gestantes adolescentes, e, quando tem vaga, para mulheres de primeira gestação. Procuramos, através das atividades, contribuir para uma gestação saudável, preparação para o parto, fortalecimento do vínculo afetivo mãe/bebê/família, planejamento familiar, entre outros temas.

Contamos com a participação de 20 mulheres, das quais a maioria não planejou a gravidez. Realizamos um encontro semanal com 2 horas e meia de duração, dividindo o tempo entre um trabalho de integração e preparação para o parto (dinâmicas de relaxamento, alongamento, danças circulares) e outro para a abordagem de conteúdos teóricos, ajudando no empoderamento destas mulheres. Passamos também conteúdos para o período após o parto, tratando de temas como o estímulo à amamentação e higiene do bebê e reforçando a necessidade de voltar à escola.

Criamos um ambiente acolhedor que facilite o bem-estar das participantes, onde elas podem expor suas fragilidades. Tentamos fortalecê-las para que superem seus medos e angústias e com isso possam passar pela experiência da gestação de uma forma positiva e amorosa.


O trabalho com as gestantes adolescentes em Santo Amaro, atualmente, é desenvolvido pela educadora Josélia Meireles e o monitor Glauber Simões com a supervisão de Patrícia Travassos.  Esta experiência tem sido muito rica para todos/as, especialmente para os monitores e os poucos companheiros das gestantes que já participaram. No início costumam achar que gravidez é assunto de mulher, mas depois de passar pela vivência no grupo, descobrem, que todos (homens e mulheres) são agentes deste processo.


“A nossa participação enquanto representante do sexo masculino no grupo de mulheres gestantes nos ajudou a compreender o mundo feminino em sua essência mais frágil, onde buscamos representar a figura do homem que não seja aquela que abandona ou agride. É muito gratificante vivenciar o desenvolvimento de dois seres (mãe e bebê). Há fatos que ocorrem durante o curso, como uma gestante que relatou que seu companheiro foi morto no início de sua gravidez, e que não teve a oportunidade de tocar em sua barriga, eu fui o primeiro homem a tocá-la num momento de relaxamento. Foi muito emocionante para ambos e sensibilizou todo o grupo, transmitindo segurança, apoio e companheirismo” (Lenildo Fonseca). 


“Foi satisfatório todo tempo que foi vivido entre nós, cada vivência um novo aprendizado”. (Glauber)


A cada grupo construído acontecem surpresas, esperanças e acima de tudo desejos de uma vida digna e plena de amor para todas as crianças e seus familiares.
Patrícia Travassos

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