20 de jun. de 2008

Depoimento das Estagiárias da UFPE sobre a experiência no AdoleScER

O Grupo AdoleScER tem um convênio com diferentes Universidades, que oferecem aos seus estudantes a possibilidade de fazerem um estágio nas comunidades carentes atendidas pelo Grupo. As estudantes dão palestras em suas respectivas áreas para os/as AMIN. Leia como os/as estudantes viveram esta experiência:

Desde 2004, a professora Jaílma Santos, do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Pernambuco, oferece juntamente com as suas estudantes, cursos de Educação Nutricional. E neste mês de Junho as estudantes do Laboratório de Saúde Pública, finalizaram as atividades nas comunidades de Santa Luzia e Santo Amaro.
Nossa participação procurou implementar alternativas para tornar mais amplas as ações de intervenção em Educação Alimentar e Nutricional.
A experiência de Educação Nutricional para os jovens do Grupo AdoleScER foi muito gratificante, através de dinâmicas, jogos e oficinas de alimentação voltadas para a prática da Educação Alimentar e Nutricional na comunidade, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos AMIN. Não só ensinamos, como também aprendemos sobre seus modos de vida, sua cultura, suas dificuldades e perspectivas, possibilitando-nos refletir criticamente, a respeito da expansão de tais ações.
Com esses 3 meses de trabalho no Grupo AdoleScER, percebemos a importância e a necessidade das ONG em comunidades carentes. Os AMIN que participaram das nossas palestras em Santa Luzia e em Santo Amaro mostraram muito interesse em novos conhecimentos e cabe a nós incentivarmos e proporcionarmos a eles o aprendizado.

Adriana, Priscila e Flávia Gonçalves - Estudantes de Nutrição

Visita da Alemanha

No dia 21 de maio de 2008, um grupo de jovens alemães que estão de visita ao Brasil, conheceram o AdoleScER. Sarah Preuss, Fredy Arnsperger, Jens Schlötterer e Martin são estagiários no Centro de Recuperação Vida Nova, no Paraná. Moema Hees veio de João Pessoa onde está terminando um ano de voluntariado num projeto social. Todos estão no Brasil para realizar um ano de voluntariado em organizações sociais da Igreja Luterana. Laura Büning, outra visitante do AdoleScER nesse dia, atualmente é estagiária na Caritas NE 2 com sede em Recife.

Sarah Preuss
Durante nossa viagem pelo Nordeste Brasileiro passamos também por Recife. O nosso grupo era formado por três homens jovens alemães e por mim. Através da organização Missão de Marburg realizamos atualmente um estágio de um ano em Rolândia / Paraná num Centro de recuperação para usuários de drogas, o CERVIN. A partir do dia 12 de maio, fomos conhecer o Brasil por três semanas e foi assim que tivemos a oportunidade de conhecermos também o trabalho do AdoleScER.

Quando entramos na sede do Grupo AdoleScER em Santo Amaro, 25 pares de olhos rapidamente posicionaram-se em direção a esses visitantes de aspecto estranho e abriram espaço para podermos sentar junto aos outros já sentados em círculo no chão. Aqui e acolá escutava-se uma risadinha envergonhada e os rostos risonhos acompanharam atentos cada um de nossos movimentos.


Uma menina do meu lado pegou minha mão e perguntou: “Como a Senhora se chama?” “Eu me chamo Sarah, não precisa me chamar de Senhora.” “Sarah!?” ela sussurrou e aconchegou-se bem pertinho de mim. Assim sentados no círculo, começamos um diálogo, onde nos informamos mutuamente sobre o nosso trabalho e que deu oportunidade a nós visitantes de sabermos mais sobre a metodologia que o AdoleScER utiliza na formação de multiplicadores de informações (AMIN).


Não demorou e nos vimos no meio de meninos e meninas dançando, mostrando-nos um pouco daquilo que aprenderam no AdoleScER – danças que tratam do respeito e do cuidado consigo e com o outro e que já representam uma parte importante na vida em processo de mudança dessas crianças e adolescentes. “Não demora, e já percebemos mudanças no comportamento das nossas crianças junto aos seus familiares e amigos. Elas têm, principalmente, mais respeito uns pelos outros”, informa uma das educadoras.


Essa manhã, lamentavelmente, passou rápido demais: depois de lancharmos uma salada de frutas, conhecemos a sede e a comunidade e de meio-dia as crianças tinham que voltar para casa.


Fiquei impressionada e muito tocada: tanta cordialidade para nos receber no seu meio, tanto interesse verdadeiro foi nos demonstrado! Como brilhavam esses olhos infantis quando estávamos sentados em grupos pequenos, nos apresentando, fazendo brincadeiras – olhos que já viram tantas coisas que jamais deveriam ter visto.


Existem muitos caminhos para enfrentar a miséria desse mundo. Um dos melhores, certamente, é a transformação dessa jovem geração. Oferecer a essas crianças oportunidades para que aprendam a se auto-ajudarem, fortalecendo essas pequenas colunas para que possam, apesar do peso nos seus ombros, enfrentar um futuro melhor – isto deveria ser a preocupação de todos nós.
Jens Schlötterer
Eu sou Jens Schlötterer, tenho 20 anos, sou do estado da Francônia (sul da Alemanha) e terminei no ano passado o curso técnico de mecânico industrial. Diante dos questionamentos como tudo ia continuar, me lembrei de uma palestra que assisti na minha infância e de uma decisão que tomei na época. Tratava-se de um curto período de voluntariado num Centro de recuperação para usuários de drogas no Brasil. Foi assim que, depois de uma entrevista na Missão de Marburg, fui aceito como estagiário, minha função atual no Cervin (Centro de Recuperação Vida Nova).

Numa viagem de férias pelo país e sua cultura, pude juntar uma grande quantidade de informações e abrir o meu horizonte. O trabalho com adolescentes no AdoleScER ajudou muito neste processo. Assim consegui ter mais uma vez um outro olhar sobre esse país e suas pessoas. Como essa idéia de visitar o AdoleScER surgiu espontaneamente, ficamos muito felizes como tudo tinha sido preparado tão bem. Foi-nos permitido acompanhar bem de perto o trabalho do grupo “Aprender Brincando” em Santo Amaro onde fomos integrados naturalmente nas atividades. Durante as brincadeiras e danças, podia-se perceber a alegria que estava nos olhos das crianças. Através dos relatos dos educadores lá mesmo, pudemos ter uma impressão das tarefas, metas e planos da organização. De um modo geral, achei a visita muito interessante. Desejo à equipe do AdoleScER muita alegria e a perseverança necessária para o trabalho. Quero aproveitar esse momento para agradecer fortemente pela oportunidade de conhecer o Grupo AdoleScER.

Laura Büning
50 sandálias em frente à sede e dentro 50 pés de crianças sentadas num círculo. Foi assim que fomos recebidos na sede do AdoleScER no meio da comunidade Ilha Santa Terezinha em Santo Amaro com vista para um dos maiores Shopping Centers do Recife – parece pura ironia. Uma realidade que não se deve aceitar.
Numa apresentação com nomes brasileiros mais diversos, as crianças e adolescentes sempre mencionaram como gostam das brincadeiras e danças que aprendem no curso. As crianças sentem prazer de estar no AdoleScER, e prazer é importante no ensino. Neste contexto me questiono até que ponto o fator prazer faz parte da educação infantil na Alemanha.
Tenho a impressão que a educação no Brasil, lamentavelmente, ainda é um privilégio e devia-se exercer muito mais pressão sobre a política lenta para que algo mudasse nessa situação.
A franqueza com a qual as crianças nos receberam e o seu interesse em nos conhecer, foram, realmente, enormes. Convidaram-nos a participar das danças circulares, onde, logicamente, as crianças eram os melhores professores. Acredito que o movimento na dança também pode ser o começo para o movimento de um povo esclarecido que tem a consciência da necessidade de exigir o seu direito.
À noite fui convidada a participar da entrega dos certificados dos/das dez AMIN – Adolescentes Multiplicadores de Informações no Caranguejo. Fiquei muito tocada com o clima emocionante e as palavras pessoais dos/das formandos/as. E não duvido que estes jovens irão mover muita coisa.

AdoleScER – Aprender e ensinar

Hannah Müggenburg, 22 anos, estudante de psicologia da cidade de Darmstadt na Alemanha, realizou em fevereiro e março de 2008, um estágio de sete semanas no AdoleScER, tendo oportunidade de conhecer profundamente o nosso trabalho. O contato com as crianças e adolescentes de comunidades carentes ampliou o seu horizonte de um jeito que jamais seria possível na Alemanha. Em seguida, Hannah relata as suas impressões:

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“O trabalho do Grupo AdoleScER me impressionou muito. O conceito da formação de multiplicadores de informações baseado na metodologia de ensino “de igual para igual”, possibilita lutar na base contra as condições desfavoráveis de vida, ajudando, ao mesmo tempo, para que os/as beneficiários/as encontrem eles próprios os melhores caminhos. Primordialmente, busca-se ativar e fortalecer os fatores protetores, evitando assim que as crianças e adolescentes, automaticamente, façam parte desse círculo vicioso composto pelas drogas, pela violência e pela pobreza. Os/as próprios/as adolescentes escolheram a comparação muito adequada com a flor de lótus, que, emergindo de águas lodosas, consegue ter uma flor maravilhosa. Os frutos, ou melhor, a flor desabrochando desse trabalho já se pode admirar agora no AdoleScER quando a gente encontra crianças e adolescentes que conseguem resistir com força admirável às condições desfavoráveis das suas vidas, demonstrando grande gentileza, sensibilidade e poder de reflexão.

O seguinte exemplo da comunidade de Santo Amaro, um dos bairros mais violentos do Recife, demonstrou para mim de forma bastante clara a sustentabilidade e o valor imensurável do trabalho do AdoleScER: apesar das crianças e adolescentes serem constantemente testemunhas de uma violência transbordante, o grupo aqui é como uma grande família. Cada um é percebido com uma grande valorização. Assim também eu fui imediatamente integrada. As crianças e adolescentes automaticamente assumem os trabalhos e cuidam da “sua” casa, um lugar de paz e amizade, onde também no seu tempo livre podem despreocupadamente desfrutar da sua infância. Diante de tantos atos violentos que ocorreram até durante o pouco tempo que estive lá, pude perceber no meu próprio corpo a importância de um lugar de paz como este.


Fiquei convencida da filosofia especial do AdoleScER de formar multiplicadores de informações, de continuar, depois, trabalhando com eles/elas e de transmitir, além de conhecimentos, principalmente competências, onde não só aprendem sobre saúde, cidadania,  ecologia e educação sexual. Eles/elas também se tornam capazes de exigir os seus direitos, de formar uma atitude crítica e reflexiva sobre acontecimentos e modalidades da sociedade, obtendo uma auto-estima que os/as permite ter uma opinião própria e defendê-la de forma compreensiva diante dos outros, lutando contra a discriminação por conta de posição social, raça, ideologia ou religião. Além disso, aprendem a enfrentar conflitos sem violência. A aceitação e credibilidade são bem maiores quando adolescentes e não adultos entram em ação como educadores e exemplos.


Aprendi com as crianças e adolescentes do AdoleScER que a gente precisa primeiramente aprender a “cuidar de si mesmo” para que se possa verdadeiramente cuidar do outro. De volta à Alemanha, freqüentemente eu me pergunto se nós – que sempre nos denominamos uma sociedade avançada – já não pecamos muitas vezes nesse primeiro passo. Será que as razões para isso se encontram no fato de não conseguirmos sentir suficientemente prazer naquilo que temos, de nos compararmos sempre numa direção errada com outros ou simplesmente não reconhecermos as riquezas imensuráveis e já cotidianas (segurança, casa, higiene, etc.) que temos? Talvez deveríamos tomar como exemplo, no que se refere a esse ponto, uma outra cultura que não dispõe de riquezas que consideramos tão óbvias e da qual, mesmo assim, emergem pessoas valiosas e, muitas vezes,  até satisfeitas e felizes. Talvez possamos assim devolver algo às pessoas nestes países e, finalmente, voltar a fazer mais coisas boas.


Finalizando, pode-se dizer que as crianças e adolescentes que parecem ter tão pouco (tanto materialmente como de conhecimento), conseguiram abrir o meu horizonte de tal forma que não teria sido possível na Alemanha. Apesar de tantas diferenças, todos nós pertencemos uns aos outros e podemos sempre aprender mutuamente. Olho para trás e vejo um período muito valioso onde fui confrontada com pobreza e violência estarrecedoras, mas onde pude aprender incrivelmente e conhecer pessoas maravilhosas... Agradeço a todos/as que me proporcionaram isso e, certamente, voltarei.

Hannah Müggenburg

Conversas sérias e espírito alegre

Educadores, monitores, coordenação e pessoal de apoio do Grupo AdoleScER realizaram encontro de avaliação nos dias 12 e 13 de junho em Aldeia. O tempo foi curto, porém bastante frutífero para todos/as.

Educadores, monitores e coordenaçãodo Grupo AdoleScER realizaram encontro de avaliação .
Avaliações internas são freqüentes no AdoleScER, elas acontecem no mínimo uma vez por mês e, se necessário, num período mais curto, participando educadores, monitores, coordenação e adolescentes no processo de formação. Porém, realizar um seminário de avaliação num ambiente tranqüilo onde podemos aprofundar abertamente as nossas discussões sobre todas as áreas de atuação, sobre os diversos projetos, metodologia de trabalho, relações inter-pessoais, bem como sobre questões logísticas – administração das nossas sedes comunitárias, material didático, lanche e transporte – isso realmente é um grande enriquecimento. A equipe do AdoleScER (8 educadores/as, 16 monitores e as três pessoas de apoio da sede central) teve essa oportunidade no final do primeiro semestre de 2008 e reuniu-se por dois dias no CERNE em Aldeia, a 10 km de distância do Recife, no meio de uma paisagem maravilhosa e num ambiente harmonioso: o verde da floresta, árvores frutíferas e um riacho limpo, bem como uma infra-estrutura simples, mas funcional e uma alimentação saudável, tornaram estes dois dias uma experiência muito especial. Até os maruins e as muriçocas não nos afetaram tanto, uma vez que nos prevenimos com repelentes. Houve alguns participantes que se queixaram das subidas íngremes entre as diferentes acomodações, mas com o tempo percebiam o benefício de estarem em contato com uma natureza exuberante.
Tivemos o dilema normal desses encontros no que se refere à divisão eficiente do tempo para fazer jus às necessidades e exigências como: reuniões de avaliação, atividades de vivência e lazer. Ainda não encontramos a divisão certa que satisfizesse a todos estes itens. Uma coisa ficou certa: os dois dias foram curtos demais, porém bastante intensos e enriquecedores!
As avaliações se deram, inicialmente, em grupos pequenos com pontos de discussão preparados de acordo com as temáticas. Só no segundo dia os resultados foram apresentados e discutidos em plenária. Apresentamos em seguida um resumo das avaliações:
Resultados positivos:
  • Existe uma grande satisfação geral no que se refere à missão e os objetivos do trabalho do AdoleScER;
  • O desenvolvimento positivo e rápido das crianças e adolescentes atendidos, principalmente no que se refere à redução da violência em seu comportamento, foi mencionado pelos/as educadores/as e monitores/as como ponto mais motivador;
  • As temáticas claras e os excelentes planos de trabalho para cada atividade foram destacados como ponto muito positivo do trabalho pedagógico do AdoleScER;
  • A proximidade com os grupos beneficiários, inclusive fora do horário de trabalho, foram salientados pelos monitores como sendo muito importantes para o fortalecimento de uma relação de confiança, servindo também de base para uma identificação mais rápida com o Grupo AdoleScER;
  • O aumento do reconhecimento dos/das monitore/as nas suas comunidades e em outras organizações;
  • Uma cooperação flexível e com o mínimo de burocracia entre as sedes comunitárias e a administração do AdoleScER;
  • A supervisão regular das atividades desenvolvidas pelos/as monitores/as nas comunidades possibilita inovações e, se necessário, intervenções rápidas.

Dificuldades / Desafios:
  • As sedes comunitárias necessitam de mais equipamento e mobília para o pleno funcionamento (mais computadores, aparelhos áudio-visuais, armários, mesas, etc.);
  • Concertos necessários nas sedes comunitárias, principalmente nessa época de chuva;
  • Grande carga de trabalho para os/as monitores/as, principalmente os/as de Santa Luzia, onde apenas duas pessoas são responsáveis por todas as atividades;
  • A proximidade para com o grupo beneficiário, mencionada anteriormente como sendo positiva, é, ao mesmo tempo, um grande peso, já que, freqüentemente, se misturam trabalho e lazer.
As atividades de vivência, realizadas no seminário, foram avaliadas, de um modo geral, como bastante positivas, apesar de algumas restrições: para alguns, as danças circulares demoraram demais, para outros, os Torés e as danças dos índios realizados na grama repercutiram em mordidas de formigas. Por outro lado, as danças foram uma preparação ideal para a meditação da árvore realizada em seguida e que ajudou na auto-avaliação posterior. A presença de três crianças pequenas, às vezes, foi um pouco cansativa. Precisamos encontrar uma solução mais adequada para os próximos encontros.
Para finalizar, gostaríamos de agradecer a todos/as que contribuíram para esse resultado tão positivo.

Gunde Schneider, Coordenadora

Apresentação dos/das AMIN da Ilha Santa Terezinha em Santo Amaro

Nesse boletim do mês de junho apresentam-se os/as adolescentes que estão participando das atividades de formação de AMIN na comunidade da Ilha Santa Terezinha em Santo Amaro.

Alisson (12): Eu me sinto muito bem no grupo porque aprendo muitas coisas. Adoro ficar no grupo e a atividade que eu gosto mais é a de teatro porque gosto de fazer esquetes (peças teatrais). Se eu não estivesse aqui, estaria na rua brincando ou jogando vídeo game. Faço coisas boas e minha vida aqui no AdoleScER é muito boa porque tem dinâmicas, relaxamento, biblioteca e etc. Todas as atividades são boas porque fazemos pesquisa e é por isso que estou aqui no AdoleScER!
Anderson (13): Eu estou no AdoleScER e faço nas Segundas, reforço e computação; nas Terças eu tenho atividades de português e dança; nas Quartas, meditação; nas Quintas, teatro e nas Sextas, eu tenho atividade de formação que estamos estudando puberdade e adolescência. Eu adoro todas as atividades, mas a que eu mais gosto é a de teatro. Eu me sinto bem seguro aqui dentro do grupo porque aqui eu sou alegre. Mas também sou feliz na minha casa. Pra mim, eu mudei muito porque eu era muito tímido, mas o AdoleScER me ensinou a tirar a timidez, por isso eu agradeço por ter me ensinado a tirar a timidez. Eu amo o AdoleScER. Tchau!!!
Bruna (14): Vou falar um pouco do que eu faço e do que aprendi aqui e muito mais... Eu aprendi muito aqui dentro. Com esse aprendizado, eu mudei muito o meu jeito de pensar, de agir e falar. Me sinto muito bem! Prefiro estar dentro do curso do que na rua. Fiquei até amável com minha mãe com quem eu era muito estressada. Também amo as amizades que fiz aqui dentro. Amo todos, da coordenação até os AMIN’s. O AdoleScER fez com que eu me interessasse mais pelos estudos. O AdoleScER foi como um professor pra mim. Amo todas as atividades que nós temos, mas teatro e dança são mais divertidos. Nós aqui dentro somos todos unidos. Apesar de surgir umas briguinhas, somos muito amáveis uns com os outros. Faz dois anos que estou aqui nesse curso e pretendo ficar muito mais!
Cleberson (13): Eu gosto do AdoleScER e das tarefas que tem porque são boas, como teatro. Eu me sinto brincalhão, às vezes eu perturbo e a melhor atividade é português porque eu aprendo muito. Eu estou bem aqui, estou melhorando, em nada piorei. Eu faço parte do AdoleScER faz dois anos e meio. Se eu não estivesse aqui, eu estaria na rua perturbando. Eu tenho vergonha quando eu vou apresentar sozinho alguma atividade.
Cristiano (13): Aqui no AdoleScER eu aprendo teatro, dança, português, formação, nutrição e ainda estudo. Eu gosto de ficar aqui. A atividade que eu mais gosto é a de teatro porque eu me sinto mais inspirado. Os monitores são Tarciana, Jack, Eki e Dere. O AdoleScER mudou o meu comportamento porque antes eu ficava só na rua perturbando os outros.
Danilo (13): Eu estou no meu segundo ano de formação e durante esses dois anos de formação, eu tenho aprendido e tirado muitas dúvidas. O que eu mais gosto aqui no grupo são dos monitores porque eles me dão toda a atenção que eu preciso e mereço. Eu gosto muito também é da aula de teatro porque desde que eu era criança eu tenho um sonho de ser ator. Acredito que aqui no grupo eu vou conseguir ser um ator. Só porque eu sou pobre, não quer dizer que eu não consiga subir na vida. O que eu mais gosto de fazer aqui no grupo é ficar na Adoleteca lendo, porque é lendo que eu aprendo. Aqui no grupo nós fizemos um concurso, um concurso do “Soletrando”. A professora Mirelle pediu para nós estudarmos palavras e regras com S-Z-X-CH. Eu não tinha estudado, mas fiquei em primeiro lugar no concurso do Soletrando. Acredito que se eu não estivesse aqui no grupo, eu estaria lá fora fazendo o que não presta. Mas estando aqui, não! Acredito muito que vou ser alguém na vida. Mesmo se eu não conseguir durante o curso de formação, eu não vou desistir! Vou sempre lutar, batalhar com fé, e aí sim, eu sem dúvida vou conseguir. Quando eu não estava aqui no grupo, eu só ficava na rua, quebrando telhados de casas e matando animais, aí ninguém gostava de mim. Agora, toda a vizinhança me adora. Eu não faço isso mais nunca na minha vida. Antes eu ficava com raiva (rancor) das pessoas. Agora não. Eu sei perdoar as pessoas, tanto que essas pessoas que eu ficava com raiva precisam de consolo e eu sempre estou lá para consolá-las e elas sempre dizem que eu sei ser um bom amigo.
Elivelton (13): Eu sou baixo, moreno, forte, entrei no AdoleScER com 12 anos. Já faz um ano e meio que estou no Grupo AdoleScER. Aprendi muitas coisas, assuntos como puberdade e adolescência que eu não sabia. Eu nem pensava que existia meditação, daí veio um professor e explicou. Aprendi a dançar com Marcelo na atividade de dança. Depois tive português, aí eu aprendi o que é Slogan e Logotipo com Lúcia. Antes eu ficava na rua, depois entrei em uma igreja que tinha aula de reforço, passei três anos lá. Depois acabou o reforço e minha tia me chamou para ir para o AdoleScER. Daí o tempo passou, teve atividade de teatro com Eki e Jack, no começo eu não gostava, mas depois comecei a gostar. Aí entrou outra atividade de nutrição. Eu sou quieto, mas nem tanto... é só!
Gabriel (12): Eu no AdoleScER faço vários exercícios como dança, português, teatro, estudo e nutrição. Quando eu cheguei aqui, eu sabia só algumas coisas de nutrição, mas agora eu sei várias coisas. Também sei algumas coisas de teatro que antes eu não sabia. Agora eu sei muitas coisas por causa do AdoleScER.
Guilherme (10): Sabe por que eu gosto de estar aqui no Grupo AdoleScER? Porque é bom demais e eu gosto de todas as atividades. Eu gosto da atividade de dança e de teatro. Eu estou no Grupo AdoleScER porque é muito bom. Eu gosto de ficar na Adoleteca. Estou no Grupo AdoleScER vai fazer um ano porque eu sou novato.
Jadson (12): Bom, quando eu entrei no grupo eu era tímido, tinha vergonha de fazer qualquer coisa. Tinha vergonha de perguntar alguma coisa e de responder alguma pergunta, porque tinha muita vergonha. Mas agora eu não tenho mais vergonha e respondo o que bem entender. Gosto de todos e já me apego às pessoas. Eu me sinto bem com os AMIN’s e gosto de todas as atividades, principalmente português, nutrição e teatro. Bom, isso é só para vocês me conhecerem melhor. Eu gosto de todos os monitores e o AdoleScER me ajuda porque é muito melhor estar aqui do que ficar na rua. Espero que gostem... Tchaaaaaaauuuu...
Levi (14): Olá gente! Eu estou no AdoleScER há um ano e meio e tenho consciência que o AdoleScER não é brinquedo não, viu?! Cada atividade tem hora, por exemplo, quando é hora de brincar, é para brincar e quando é hora de aprender, é para aprender. Isso tudo é para todos, nós temos consciência do que nós fazemos. Cada coisa tem a sua hora e para tudo há tempo. Aqui no grupo, eu faço dança, teatro, português, nutrição e formação. Estou muito feliz com todas as atividades, mas tem atividade que não gosto, como dança, mas é só. É só isso que tenho a di zer a todos vocês que estão lendo a minha mensagem. Cada um que está no grupo hoje, tem mais educação, está mais obediente, está mais atento a tudo. Eu só tenho a agradecer a este lindo Grupo AdoleScER de AMIN’s – Adolescentes Multiplicadores de Informação. Obrigado!
Marcos (12): O Grupo AdoelScER tem muitas atividades boas, uma delas é teatro. Eu me sinto na atividade de teatro um bom ator e um bom personagem. O Grupo AdoleScER de Santo Amaro tem uma biblioteca e o nome que demos a ela foi Adoleteca. Eu fui escolhido como representante para organizar a biblioteca
Mayra (15): Bem, o AdoleScER significa muito para mim, pois foi com ele que eu consegui perceber as coisas boas da vida como valores humanos que é um tema bastante interessante. Sem falar que com o conteúdo estudado durante um ano, vindo todos os dias para a Sede de Santo Amaro, consegui obter informações importantíssimas que vou levar para toda a vida. Aqui faço coisas fascinantes como dança cultural. É no teatro que os AMIN’s perdem a timidez e ficam mais desinibidos. Somos um grupo bastante unido, que apesar dos pesares, das intrigas, e dos conflitos, sempre procuramos enfrentar juntos os problemas, de cabeça erguida, como uma família. Uma família linda, formada por AMIN’s, monitores, instrutores, educadores, coordenadores e pessoas que de tão longe se comovem com a nossa situação delicada, que tem o coração bom e que tanto nos ajudam. Deus colocou estas pessoas em nossas vidas para iluminar os nossos caminhos. São verdadeiros anjos! São pessoas fabulosas e extraordinárias que estão querendo mudar o quadro da sociedade, unidos em um só pensamento: querer mudar o mundo pra melhor! Essa gente é a minha família, minha segunda família que eu tanto amo: Grupo AdoleScER
Renan (14): Eu fui um AMIN péssimo, mas os monitores me chamaram para conversar até que um dia, fiquei quieto. Eu também comecei a faltar as atividades, até que um dia, até hoje, eu não falto mais. Aqui no grupo eu mudei muito para melhor. Eu cresci aqui dentro, sei o que é certo e o que é errado. Os monitores me ensinam bem e se eu não estivesse aqui no grupo, eu estava na rua ou em casa, assistindo TV. Até temos uma biblioteca chamada Adoleteca.
Williams (14): Oi! Eu mudei muito. Quando eu entrei no AdoleScER, eu aprendi muitas coisas que eu não sabia. Antes de entrar no AdoleScER, eu ficava na rua sem fazer nada, ficava assistindo filme, dormindo e arrumando briga. Agora que eu entrei no AdoleScER, muitas coisas mudaram, eu não fico mais por aí brigando, pelo contrário, eu aprendi a me comportar, a estudar e repassar as informações porque eu sou um AMIN: Adolescente Multiplicador de Informação. Eu sou uma pessoa muito sincera e falo tudo na cara. E pra você me conhecer melhor, me escreva um e-mail através do Grupo AdoleScER.

18 de jun. de 2008

Bolo de casca de banana

Ingredientes

2xíc. de chá de casca de banana madura

4 gemas
4 claras
2 ½ xíc. de chá de açúcar
3 xíc. de chá farinha de trigo
5 colheres de sopa rasas de margarina
2 colheres de sopa de fermento em pó
Canela em pó para polvilhar

Modo de preparo

Bater no liquidificador as cascas de banana com meia xícara de chá de água. Reservar. Na batedeira, colocar a margarina, a gema e o açúcar, batendo ate ficar homogênea. Misturar as cascas de banana batidas, a farinha e o fermento. Por ultimo, colocar as claras em neve, polvilhando com a canela antes de ir a o forno. Levar ao forno em forma untada, assar durante 30 ou 35 minutos.

Sopa de vegetais

Ingredientes

5 batata inglesas
1 cebola grande
1 pimentão pequeno
1 pedaço de gengibre
2 tomates grandes
2 cenouras grandes
50 ml de óleo
1 lata de milho
Coentro
Sal

Modo de preparo

Cozinha as batatas com casca e passe no liquidificador com a água do cozimento, de modo que fique com uma consistência cremosa. Em uma panela, colocar azeite ou óleo, aquecer e refogar a cebola, o alho, o pimentão e o gengibre. Em seguida colocar o creme DCE batatas e deixar ferver. Caso haja necessidade acrescentar um pouco de água e colocar a cenoura picadinha, o milho verde e o coentro. Acrescentar sal à gosto e deixar ferver ate cozinhar a cenoura.

OBS: pode acrescentar vagem picadinha, cogumelos, ervilhas. Ao servir pode-se acrescentar queijo ralado e orégano.

Pão de jerimum

Ingredientes

10g ou 2colheres de sopa de fermento seco
1 xíc. de chá de açúcar
1 ½ xíc. de chá de leite
1 colher de sopa de sal
2 ½ xíc. de chá de jerimum cozido
4 colheres de sopa de óleo
8 xíc. de chá de farinha de trigo
2 xíc. de chá de fubá

Modo de preparo

Misture o fermento seco a farinha de trigo. Coloque em uma vasilha os outros ingredientes e misture aos poucos a farinha de trigo. Amasse e sove até desgrudar das mãos. Cubra e deixe a massa crescer. Amasse novamente e forme os pões, coloque-os em forma untada e deixe-os crescer novamente. Asse em forno moderado por aproximadamente 45 minutos.

Suco de casca de abacaxi com gengibre

Ingredientes

2 abacaxis
1 pedaço de gengibre
½ kg de açúcar

Modo de preparo

Bata os ingredientes com águia no liquidificador e beba de preferência após o preparo.