Educadores, monitores, coordenação e pessoal de apoio do Grupo AdoleScER realizaram encontro de avaliação nos dias 12 e 13 de junho em Aldeia. O tempo foi curto, porém bastante frutífero para todos/as.
Avaliações internas são freqüentes no AdoleScER, elas acontecem no mínimo uma vez por mês e, se necessário, num período mais curto, participando educadores, monitores, coordenação e adolescentes no processo de formação. Porém, realizar um seminário de avaliação num ambiente tranqüilo onde podemos aprofundar abertamente as nossas discussões sobre todas as áreas de atuação, sobre os diversos projetos, metodologia de trabalho, relações inter-pessoais, bem como sobre questões logísticas – administração das nossas sedes comunitárias, material didático, lanche e transporte – isso realmente é um grande enriquecimento. A equipe do AdoleScER (8 educadores/as, 16 monitores e as três pessoas de apoio da sede central) teve essa oportunidade no final do primeiro semestre de 2008 e reuniu-se por dois dias no CERNE em Aldeia, a 10 km de distância do Recife, no meio de uma paisagem maravilhosa e num ambiente harmonioso: o verde da floresta, árvores frutíferas e um riacho limpo, bem como uma infra-estrutura simples, mas funcional e uma alimentação saudável, tornaram estes dois dias uma experiência muito especial. Até os maruins e as muriçocas não nos afetaram tanto, uma vez que nos prevenimos com repelentes. Houve alguns participantes que se queixaram das subidas íngremes entre as diferentes acomodações, mas com o tempo percebiam o benefício de estarem em contato com uma natureza exuberante.
Tivemos o dilema normal desses encontros no que se refere à divisão eficiente do tempo para fazer jus às necessidades e exigências como: reuniões de avaliação, atividades de vivência e lazer. Ainda não encontramos a divisão certa que satisfizesse a todos estes itens. Uma coisa ficou certa: os dois dias foram curtos demais, porém bastante intensos e enriquecedores!
As avaliações se deram, inicialmente, em grupos pequenos com pontos de discussão preparados de acordo com as temáticas. Só no segundo dia os resultados foram apresentados e discutidos em plenária. Apresentamos em seguida um resumo das avaliações:
Resultados positivos:
- Existe uma grande satisfação geral no que se refere à missão e os objetivos do trabalho do AdoleScER;
- O desenvolvimento positivo e rápido das crianças e adolescentes atendidos, principalmente no que se refere à redução da violência em seu comportamento, foi mencionado pelos/as educadores/as e monitores/as como ponto mais motivador;
- As temáticas claras e os excelentes planos de trabalho para cada atividade foram destacados como ponto muito positivo do trabalho pedagógico do AdoleScER;
- A proximidade com os grupos beneficiários, inclusive fora do horário de trabalho, foram salientados pelos monitores como sendo muito importantes para o fortalecimento de uma relação de confiança, servindo também de base para uma identificação mais rápida com o Grupo AdoleScER;
- O aumento do reconhecimento dos/das monitore/as nas suas comunidades e em outras organizações;
- Uma cooperação flexível e com o mínimo de burocracia entre as sedes comunitárias e a administração do AdoleScER;
- A supervisão regular das atividades desenvolvidas pelos/as monitores/as nas comunidades possibilita inovações e, se necessário, intervenções rápidas.
Dificuldades / Desafios:
- As sedes comunitárias necessitam de mais equipamento e mobília para o pleno funcionamento (mais computadores, aparelhos áudio-visuais, armários, mesas, etc.);
- Concertos necessários nas sedes comunitárias, principalmente nessa época de chuva;
- Grande carga de trabalho para os/as monitores/as, principalmente os/as de Santa Luzia, onde apenas duas pessoas são responsáveis por todas as atividades;
- A proximidade para com o grupo beneficiário, mencionada anteriormente como sendo positiva, é, ao mesmo tempo, um grande peso, já que, freqüentemente, se misturam trabalho e lazer.
As atividades de vivência, realizadas no seminário, foram avaliadas, de um modo geral, como bastante positivas, apesar de algumas restrições: para alguns, as danças circulares demoraram demais, para outros, os Torés e as danças dos índios realizados na grama repercutiram em mordidas de formigas. Por outro lado, as danças foram uma preparação ideal para a meditação da árvore realizada em seguida e que ajudou na auto-avaliação posterior. A presença de três crianças pequenas, às vezes, foi um pouco cansativa. Precisamos encontrar uma solução mais adequada para os próximos encontros.
Para finalizar, gostaríamos de agradecer a todos/as que contribuíram para esse resultado tão positivo.
Gunde Schneider, Coordenadora
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