Com o título “Recife: É possível uma outra forma de viver que seja mais solidária?”, profissionais da educação, saúde e movimentos sociais foram convidados para o I Encontro Anti-utilitarista que aconteceu na Universidade Federal de Pernambuco nos dias 07 e 08 de maio de 2009.
O AdoleScER participou no grupo sobre Humanização e Saúde apresentando sua proposta de atuação em comunidades recifenses. Um dos objetivos do evento é socializar os trabalhos relacionados ao anti-utilitarismo com um público ativo e interessado no debate tanto na academia como no interior da sociedade civil, fortalecendo uma possível ação em Rede na cidade de Recife. O Grupo AdoleScER participou com a presença de Laércio, Antonio e Derivalda, monitores de Roda de Fogo, Santa Luzia e Santo Amaro respectivamente. Também estiveram presentes Ana, estagiária de Psicologia, Lukas, responsável pela mídia e Conceição que apresentou o trabalho do AdoleScER ao público composto por alunos e professores/profissionais de Recife, Portugal e Belo Horizonte.
Embora o grupo tenha sido pequeno, foi grande a expectativa em conhecer o nosso trabalho e também o número de perguntas após a apresentação. Nesse momento, na roda de diálogo, os/as monitores(as) tomaram parte respondendo muitas questões e falando de suas experiências da época de formação de AMIN. Na segunda apresentação, Tatiana Coelho, fisioterapeuta do Hospital Sofia Feldman em Belo Horizonte, socializou a experiência da instituição, sobretudo pelo cuidado com as parturientes e funcionários, despertou a atenção de todos/as o que é expresso no seguinte comentário de Derivalda, monitora do Grupo AdoleScER: “Eu fiquei muito surpresa quando ela falou da maternidade Sofia. Tem o tratamento da mãe, do bebê na barriga e fora, com os funcionários. Isso pra mim é muito importante porque quando a gente cuida das pessoas têm que se cuidar também.”.
Participar de eventos dessa natureza é cada vez mais importante se temos o objetivo de aprofundar um trabalho humano nos espaços educativos e de saúde em comunidades de risco social. Compartilhar ações comprometidas com o desenvolvimento de valores como cooperação e respeito demonstra ser possível um viver digno e solidário para todos/as.
Conceição Amorim
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